Da janela vejo que Maria que queria ser Vitória
nem ao menos fecha os olhos para sonhar.
Da janela ouço o estraçalhar dos pratos lavados
com pranto gelado dos contratos quebrados.
Da janela observo o balanço sem música de quem
proseia sem direção enquanto a poesia brinca de esconde-esconde.
Da janela o chão parecia tão macio quanto as nuvens
e um grito rouco de prazer se espalhou pela superfície de algodão.
De cada janela, um uníssono suspiro:
Maria que queria ser Vitória
nem ao menos conseguiu ser Vera.
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