Será que é a lua de São Jorge que me faz assim? Essa lua branca, pulsando vermelha. E lá vem a maré de pensamentos torturantemente azuis me afogar. De que adiantam as batucadas verde-e-amarelas que fazem meus pés sapatearem em silêncio? De que adianta meu sangue correndo nessa veias napolitanamente? London, London; de que adiantam os acordes singelos vindos de ti? E seu Übermensch, Nietzsche? Vai me fazer companhia na minha marejada imensidão? E essa felicidade amarela que eu carrego nos bolsos? Sorriso não-compartilhado é solidão. A vida é, então, rara. Rasa a dos outros; a minha, o Canyon: fui ser jacobinamente gauche. E esse meu coração, contrariando a anatomia, enraizou-se esquerdo; tão misterioso quanto o riso da Monalisa.
(17/09/2010)
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